Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

A arrogância e o autoritarismo

são duas marcas que acompanham o governo Yeda Crusius


A arrogância e o autoritarismo são duas marcas que acompanham o governo Yeda Crusius desde o início. A greve do magistério mostra isso mais uma vez. A governadora e sua secretária de Educação, Mariza Abreu, dizem que é uma questão de honra punir os professores em greve, cortando o ponto dos dias parados. Questão de honra? O governo parece ter uma noção peculiar de honra. A governadora não vê nenhuma desonra em aumentar seu próprio salário, o dos funcionários de seus gabinetes e dos secretários, e oferecer ZERO de aumento para os servidores públicos. Para Yeda, questão de honra é reprimir e punir o funcionalismo que se atreve a protestar contra sua política salarial que só beneficia quem está dentro do palácio. Honra é mandar o coronel Mendes espancar agricultores, professores e estudantes que ousam contestar o chamado "novo jeito de governar".

Qual é a honra de um governo que já teve afastados alguns de seus principais secretários, entre eles dois chefes da Casa Civil, envolvidos em escândalos e denúncias de corrupção? Qual é a honra de um governo onde a governadora até hoje não consegue explicar como comprou uma luxuosa mansão logo após a campanha eleitoral? Honra, para este governo, é implantar no Rio Grande do Sul as teorias do Estado mínimo que levaram o mundo à grave crise econômica que vemos hoje. É dizer que prioriza a segurança pública e oferece ZERO de aumento para os policiais e demais servidores da segurança. "Zero", aliás, é uma palavra cara ao governo tucano. O "déficit zero" festejado pela governadora significa ZERO de reajuste para os servidores, ZERO de investimentos para qualificar os serviços públicos, ZERO de recursos para políticas sociais e ZERO de transparência, como disse a antiga titular desta área, que pediu demissão dizendo que Yeda não estava interessada no assunto.

Agora mesmo, o Ministério Público de Contas anuncia uma investigação para apurar irregularidades no pagamento de gratificações a secretários do governo. O MPC suspeita que eles estariam recebendo "por fora" desde agosto, mesmo sem aprovação da Assembléia. Enquanto isso, os professores fazem greve para defender melhores salários, seu plano de carreira e melhores condições de trabalho. Para o governo, é uma questão de honra punir essa ousadia. O mesmo governo que decide liderar um movimento de governadores contra a proposta de um piso salarial nacional para o magistério. Um piso de R$ 950,00. O mesmo governo que sucateia a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, que fecha escolas, reduz turmas e amontoa alunos em salas de aula para alcançar o "déficit zero".

O governo Yeda despreza o serviço público. Não é por acaso. Essa é a ideologia do PSDB e dos partidos que o apóiam. Acreditam que o Estado é um estorvo e deve ser reduzido a ZERO. A resposta dos professores, além de sua mobilização em todo o Estado, é mostrar a qualidade dos servidores públicos. A escola pública do Rio Grande do Sul teve a melhor nota no Exame Nacional de Ensino Médio realizado em todo o país. A governadora Yeda e a secretária Mariza Abreu acreditam que esse resultado foi obtido apesar dos professores e professoras que, como elas já disseram, não tem boa qualificação e precisam trabalhar mais. O prêmio que elas querem oferecer ao magistério por esse resultado é CORTE DE SALÁRIO.

E, por falar em corte de salário, Yeda poderia aplicar esse mesmo critério e cortar o ponto de todos os dias em que ela não desempenhou suas funções como governadora e manteve o governo paralisado, porque estava ocupada em responder as sucessivas denúncias de corrupção. O jornal Zero Hora poderia fazer, a exemplo do que fez neste sábado contra os professores, uma matéria com o levantamento dos dias parados da governadora e os prejuízos causados à população. Seria mais honroso.

Marco Aurélio Weissheimer é jornalista
http://www.cpers.com.br/portal2/np_noticias.php?id=1830&cod_nucleo=0

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Sobre o AMOR


Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo. O dinheiro não era nada, o poder não era nada.Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz. A beleza não era nada.Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.Também a saúde não contava tanto assim.Cada um tem a saúde que sente.Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.A felicidade é amor, só isto.Feliz é quem sabe amar.Feliz é quem pode amar muito.Mas amar e desejar não é a mesma coisa.O amor é o desejo que atingiu a sabedoria. O amor não quer possuir.O amor quer somente AMAR .

Herman Hesse

Sábado, 14 de Junho de 2008

Hoje... e sempre


" queria meu coração ... que essa distância fosse menorzinha, pra te acordar com flores e perfumar teu dia...

" (José Cabral)

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

A TI,ENTREGO O MEU CORAÇAO, O MEU CORPO,A MINHA ALMA E A MINHA VIDA. SOMOS UM!




ESTOU AMANDO


Você longe de mim, quem olha vê-me falando só, proximidade mental.
Você diante de mim, mesmo ar, proximidade calor epidérmico.
Você dentro de mim, um só pulsar, um só fluido, proximidade do que é felicidade.
Você em três tempos, em três dimensões, proximidade eterna.
Nilton Bustamante

Quinta-feira, 22 de Maio de 2008


Não importa o lugar,não importa dia e hora.Dia chegará que os olhares se tocarão e num instante infinitesimaldois espíritos se verão completamente inebriadospelo reconhecimento súbito de um amor antigo...e no reconhecimento desse amor,seus espíritos se reconhecerão na inebriante experiência do amor,se tocarão como o vento,superando as incertezas do mundo...
Autor Desconhecido

Copiei porque gostei muito do que li...


De Marta Medeiros


Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas. Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso? Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008



Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível.E que esse momento será inesquecível...Só quero que meu sentimento seja valorizado.


(Certezas - Mário Quintana)